Turismo em Minas Gerais | Sabores da Via Liberdade: Bolo da Liberdade

Foto por: Edyvan Fernando
Atualizado em: 13/05/2022

Gosto de Minas: Sabores da Via Liberdade: Bolo da Liberdade

Aprenda uma receita com ingredientes típicos da Rota Via Liberdade, e inspire-se você também!

O turismo e a cozinha mineira sempre caminharam juntos, não é atoa que uma das principais referências dos turistas que vem ao estado é justamente a nossa Gastronomia.

A receita do dia é um deleite para quem gosta de doces e também um convite a experimentar a Via Liberdade, a mais nova rota turística que liga os estados do Rio, Minas, Goiás e o Distrito Federal através da BR 040 e foi concebida pelo nosso parceiro de longa data, o Edyvan.

O bolo da liberdade é uma delícia que une ingredientes típicos da rota, faz menção às origens do cozinheiro e ainda resgata costumes passados entre gerações.

O que você vai ler a partir de agora é um relato de como a receita surgiu da inspiração na via liberdade. Não deixe de anotar as dicas e reproduzir a receita aí!

 

Via Liberdade: Rota turística e inspiração gastronômica

“ Nas últimas semanas aconteceu o lançamento da maior e mais nova rota turística do Brasil: a Via Liberdade, que transforma a BR 040 num extenso caminho de divulgação turística e cultural do Brasil, ligando os Estados do Rio de Janeiro, Minas Gerais, Goiás e o Distrito Federal.

Fiquei imaginando como poderia criar uma receita que juntasse as culturas dos três Estados e da Capital do Brasil, e como confeiteiro que sou, entendi que um bolo, que agrega vários ingredientes, fazendo crescer um resultado gostoso, docinho e perfumado, poderia representar a potência da Via Liberdade como sendo um dos projetos mais ambiciosos para o setor de turismo e cultura, movimentando uma gigantesca cadeia de mercado, criando empregos e gerando renda.

Primeiro pensei em pegar vários ingredientes que são característicos dos três Estados e do DF, juntar tudo e fazer um bolo, mas de toda forma que eu imaginava, parece que não juntava, não dava liga. Até que pensei: e se eu escolhesse entre ingredientes cujas características se somam, dão sabor característico e que são a cara do nosso povo.

O povo do Rio de Janeiro é um povo que tem um dos sotaques mais incríveis que eu já conheci, e que tem uma ginga gostosa, que fez a história do samba ser exatamente o que é.

E os mineiros?! Ah, modéstia a parte, o melhor povo do país, que faz a gente se sentir em casa, com aquele cafezinho com pão de queijo, bolo de fubá, excelente, uai! Mesmo nas grandes metrópoles, a vibe do mineiro é igual do povo do interior, o sotaque mais ou menos carregado, sempre traz o carinho de uma vida marcada pelo ofício de buscar cada vez mais fundo as riquezas da nossa alma.

Goiás! Ah, o Goiás! A terra da boa música sertaneja, do arroz com pequi, dos vales encantados e da mística que só as terras goianas tem. Que delícia de Estado, que povo. É a terra que produz Cora Coralina, que torna protagonistas o menor abandonado, a lavadeira e o cotidiano da vivência rural.

O Distrito Federal, a Capital construída para o Brasil, sonhada por Dom Bosco, realizada por Juscelino Kubistchek (que aliás dá nome à BR040), com a arquitetura fantástica de Oscar Niemeyer, e de cuja construção nasceu um dos grandes centros miscigenados do país. Sempre ouvi dizer que Brasília não tem sotaque, pois mistura o DNA de várias regiões do Brasil num centro de poder, de culturas diversas e de uma beleza incomparável.

Juntando tudo isto, ia faltar forno para tanto bolo que daria pra criar, mas parei pra pesquisar quais seriam os ingredientes que poderiam proteger a fonte de onde brota toda a essência das quatro regiões da Via Liberdade: o coração! É do coração desse povo que nasce o sentido de toda essa essência que é tão característica de nós, o povo que por ser quem é, é livre!

Bora pra receita?

Bolo da Liberdade

 

Ingredientes da massa

04 ovos

3 colheres de manteiga sem sal

1 xícara e meia de açúcar cristal

½ xícara de amendoim triturado

½ xícara de farinha de castanha de baru

2 xícaras de farinha de trigo peneiradas

1 pitada de canela

1 pitada de sal

1 xícara de leite integral

1 colher de sopa de fermento químico em pó

 

Ingredientes da Cobertura

3 colheres de sopa de um bom doce de leite

200ml de creme de leite fresco ou chantilly

 

Modo de Fazer da Massa

 

Como bom mineiro eu aprendi com minha avó e minha mãe a bater bolo de roda na mão, então fortalece esse bracinho aí. Misture numa tigela o açúcar e a manteiga, eu usei uma colher de pau, mas você pode usar um fouet. Assim que misturar tudo e formar um creminho, adicione um ovo por vez e vá batendo pra incorporar bem os ovos ao creme. Acrescente o leite, misture bem, acrescente o amendoim e o baru, depois a farinha de trigo peneirada, a canela e o sal, misturando apenas até incorporar tudo. Por último coloque o fermento, unte uma forma com manteiga e farinha, leve pro forno pré-aquecido a 180º por quarenta e cinco minutos, ou até sua casa inteira ficar cheirando a bolo.

 

Modo de Fazer da Cobertura

Bata na batedeira o doce de leite com o creme de leite fresco ou o chantilly e reserve. Quando o bolo ficar pronto e frio, aplique a cobertura e salpique um pouco mais de amendoim por cima, passe um cafezinho e se delicie.

 

Entendendo os Ingredientes

Agora eu explico. O amendoim e o baru têm propriedades que contribuem para a saúde do coração, e é esse órgão tão importante e livre do nosso corpo que precisamos proteger para que possamos continuar lutando pela liberdade, que nos é tão cara. A cobertura, um tanto quanto diferente para um bolo tradicional, traz muito do que Brasília é, a cidade dos meus sonhos, que uniu a sabedoria do povo brasileiro ao modernismo dos grandes arquitetos, para criar um voo de liberdade que abre as asas para todos os brasileiros.

A liberdade se abre para nós com os braços do Cristo Redentor, com a mineiridade tão especial e feliz dos mineiros que fazem do acolhimento ao outro um estilo de vida, a vegetação goiana que se ergueu em prece aos céus e o coração do Brasil que é o Distrito Federal.

Preparar este bolo é um meio de reavivar a chama da liberdade e demonstrar que seremos sempre livres, e estamos de braços e corações abertos para receber gente do mundo inteiro para nos conhecer de corpo e alma. Esta é a receita do Bolo da Liberdade, que tem cheirinho de afeto, de casa de vó, do chiadinho dos cariocas e dos bons sentimentos que emanam da gente.

Faz aí e me conta!”

 

 

E aí, gostou da receita?

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Sobre o Autor

Luís Carneiro

Mineiro dos pés à cabeça. Marketólogo. Turismólogo em formação, que ama ver, ouvir e escrever sobre as belezuras desse Brasil.

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