Doce de Queijo (ou ameixinha de queijo)
Você já ouviu falar no doce de queijo? Também chamado de ameixinha de queijo, ele é um tesouro escondido de Minas Gerais.
Pouca gente conhece… nem todo mineiro já provou. Isso porque ele é típico da Serra da Canastra e de Araxá - regiões que guardam esse segredo quase que familiar do doce que é surpreendente.
Minas Gerais é tão grande que cada pedaço dela tem um doce especial para chamar de seu. Hoje, vou apresentar para vocês um doce que não está espalhado por todo o estado, mas que é joia rara de uma região específica: o doce de queijo em calda.

Ele nasce da combinação entre dois pilares da cozinha colonial mineira: o queijo artesanal (especialmente o Minas curado) e a tradição portuguesa dos doces de calda (como compotas de frutas e ovos-moles).
Aqui, a tradição é comer doce com queijo. Mas nesse caso, o doce é feito do próprio queijo. E o resultado é impressionante: delicado, marcante, com sabor que derrete na boca.
Durante o período colonial, Minas tinha uma forte produção de leite e, consequentemente, de queijos. Para conservar os queijos, além de consumi-los puros, as famílias passaram a cozinhá-los em caldas de açúcar ou rapadura, uma técnica herdada dos doces portugueses.
O doce de queijo não é comum em todo o estado: ele é típico do Centro-Oeste de Minas, especialmente das regiões de Araxá, Serra da Canastra e Alto Paranaíba. Ou seja, ele é um doce regional dentro de Minas, menos universal que o doce de leite ou a goiabada, mas muito identitário para quem é da região de origem.

E sabe o mais bonito? São pouquíssimos ingredientes. Um pouco de queijo, ovos, farinha. Parece simples demais… mas o segredo está na técnica. Eu chamo de técnica caipira, inclusive.
É o jeito de sovar a massa, firme e delicado, usando a base da mão, até ganhar o ponto certo.
Ah, como são pouquíssimos ingredientes atenção à qualidade de cada um. E agora o pulo do gato: o queijo tem que ser aquele beeeem curado, pra lá de meia cura tá?
Mais do que um doce, o que vamos provar hoje é um pedaço de memória de Minas. Cada mordida é um elo entre a tradição das fazendas, a criatividade mineira em conservar alimentos e o carinho das famílias que mantiveram viva essa receita.
Agora é a vez de vocês conhecerem — ou matarem a saudade — desse doce que guarda a essência de Minas em cada pedaço.
Conta pra mim: não deu vontade de provar essa preciosidade mineira?
RECEITA
-massa de queijo-
500g de queijo curado ralado fininho
1 a 2 ovos (coloca um depois o outro, pra ir vendo o ponto)
1 colher (sopa) de farinha de trigo
-calda-
1 litro de água
1kg de açúcar
Jeito de fazer
- o Doce: misturar todos os ingredientes e ovar bem (como no vídeo, com a base da palma da mão. Vai "escorregando a mão na massa e isso vai deixando a massa mais lisinha e homogênea)
- a calda: em fogo alto, coloque o açúcar e a água para ferverem até ficar tudo dissolvido
- cozinhar por 10 minutos
- resfriar e armazenar na própria calda
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